de novo, à noite
20 de novembro de 2021 - São Luís, Maranhão
Feira de nações falantes do Português, eu era líder da equipe Moçambique. Dizem eles, que passei a estar doente ao ano seguinte, e virou um jogo de culpa. Me lembrei dos fatos porque, minha mãe acabou por me mostrar hoje uma foto de 8 anos atrás, dia 09 de agosto de 2016.
Por ter contato com aquela, quis ver outras, incluindo a da feira, por coincidência. Consigo ver tanta diferença entre aquela garota e a que vejo hoje, fisicamente, meu cabelo estava alisado, longo, lembro que o cheiro do formol era tão forte que meu travesseiro tinha o mesmo cheiro. Loiro claro, ele escureceu.
Em minha frente tinha a maquete representando Maputo, capital de Moçambique, que fiz inteiramente sozinha. E cometi o erro de misturar amizade com “negócios” brigamos do início ao fim daquela maldita feira.
Fiquei orgulhosa de mim por estar sendo reconhecida assim, pela professora de português, Ana Teresa - Me contaram, um ano depois, que falavas bem de mim em outras classes -
parece que todas as perguntas respondidas por mim em meio a aula valeram algo.
Naquela época, eu não sabia que músicas gostava de ouvir, se me perguntassem um hobbie, desconhecia. Futura profissão? estava entre médica e advogada, o que pagasse mais. Se eu não sabia nem quem sou, como poderia então, sentir-me, saber-me, ter-me, como eu tanto queria a outrem?
Ainda hoje, temos algo em comum; a incapacidade de manter um laço. Talvez tenha eu, medo do cativar. Temo os aplausos.
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