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sexta-feira, 25 de agosto de 2023

te vejo (no futuro)

me vejo (no futuro) 

    23:45, 24/08/23 - MA, Brazil. 

Eu gosto da sensação de escuro e sem sono, na cama, sozinha. Gosto principalmente de me levantar e passar pela sala até a cozinha e pegar um copo com água gelada, voltar ao quarto, bebê-lo enquanto assisto mais uma comédia, num volume alto, quando claramente deveria estar dormindo. 

    Minha mãe disse-me que desde o dia que saí do útero, não durmo uma noite inteira, e a levava comigo a madrugar, porque era um bebê manhoso. 

 

    Te vejo em casa, não imagino-te em outro melhor que este, à noite, no sofá, ao seu lado, uma embalagem que achaste bonita, mas nada saborosa, e vais pensar; só se sabe do que gosta ou não, provando. Não foi um desperdício. Assistindo ao mesmo filme pela 5º vez, por algum motivo, aquela filosofia de agora há pouco, não se aplica aqui. Nesse caso, não é monotonia, é repetição de um prazer. Te imagino tratando a universidade como um teste, uma experiência estranha, que proporciona diversas situações, tratas sua mochila como um mundo particular, juntamente a seu caderno, se abres ambos, estará apresentada. 

    Mas não sou dona do futuro. Então, algumas perguntas: 


1º cursas química? 

2º treinas o piano? 

3º  jogou tênis? 

4º pôs todo “Sr Valine” no papel? o publicou? deu um fim digno a trama? 



    Não sei quando serão respondidas. Ou se serão.


terça-feira, 22 de agosto de 2023

De novo, à noite

de novo, à noite 

20 de novembro de 2021 - São Luís, Maranhão 

   Feira de nações falantes do Português, eu era líder da equipe Moçambique. Dizem eles, que passei a estar doente ao ano seguinte, e virou um jogo de culpa. Me lembrei dos fatos porque, minha mãe acabou por me mostrar hoje uma foto de 8 anos atrás, dia 09 de agosto de 2016. 

   Por ter contato com aquela, quis ver outras, incluindo a da feira, por coincidência. Consigo ver tanta diferença entre aquela garota e a que vejo hoje, fisicamente, meu cabelo estava alisado, longo, lembro que o cheiro do formol era tão forte que meu travesseiro tinha o mesmo cheiro. Loiro claro, ele escureceu.    

   Em minha frente tinha a maquete representando Maputo, capital de Moçambique, que fiz inteiramente sozinha. E cometi o erro de misturar amizade com “negócios” brigamos do início ao fim daquela maldita feira. 


   Fiquei orgulhosa de mim por estar sendo reconhecida assim, pela professora de português, Ana Teresa - Me contaram, um ano depois, que falavas bem de mim em outras classes -

parece que todas as perguntas respondidas por mim em meio a aula valeram algo. 

   Naquela época, eu não sabia que músicas gostava de ouvir, se me perguntassem um hobbie, desconhecia. Futura profissão? estava entre médica e advogada, o que pagasse mais. Se eu não sabia nem quem sou, como poderia então, sentir-me, saber-me, ter-me, como eu tanto queria a outrem?  


   Ainda hoje, temos algo em comum; a incapacidade de manter um laço. Talvez tenha eu, medo do cativar. Temo os aplausos. 


   


Breve

 breve

   Quando criança, me perguntava; onde e como Machado de Assis começou a escrever. Até hoje tenho dúvidas, menos que naquela época, mas constantes. Escrever, o criar, em si, me acompanha desde minhas primeiras lembranças.          

   Após perder quase 1 ano de escrita no bloco de notas de meu então PC, entre outubro e novembro de 2022 após mais uma palestra de colaboradores da escola, em algum momento, pergunto àquele homem onde escrever, que assim não as perdesse. Sua resposta foi o site que está grifado em seu navegador; BlogSpot. 

Me diz também, que leia suas histórias. 


   Curiosidade, interesse, acaso ou desgosto, está lendo. Me conhecerás sem que ao menos me dirija a você.

   Não te preocupe, o acréscimo “amador” é temporário, assim como este endereço, assim que me graduar, terás livros invés de postagens. 

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Sozinha à noite

sozinha à noite 

   21:28, segunda, 31 de julho de 2023.

  É cedo pro escuro, a tv em minha frente continua ligada, continua barulhento, nada mudou. 

  Mas mudaram, sim. Tem que mudar, tinha que mudar. Não há mais o que se chamava de “suporte” alguém com quem eu pensava “vou me aproximar dessa pessoa pra não me sentir sozinha apesar de ser completamente desinteressante à mim, mas suportável” mas não é amizade se eu não gosto da pessoa, se não faço questão dela. E eu nunca fiz deles. Fazia isso pela necessidade de uma “companhia” no âmbito escolar. Minha dificuldade não é em criar laços, é em gostar deles. Sou completamente instável. 

   Estou na casa da minha avó paterna, durmo na rede, na sala. Às vezes no quarto dela. Estamos aqui porque alugamos o apartamento pra nossa mudança. Já chegaram todas minhas encomendas, 1 casaco vermelho pro inverno, 1 par de luvas sem dedos estampa de estrela, 1 par de polainas brancas (adorei-as) 1 colar duplo de estrelas e 1 brinco também de estrelas, minhas maquiagens também, comprei 4 itens, apesar de não saber usá-los direito. Vi muito sobre brechós na internet, achei uma boa ideia ir em um, e fui, foi ótimo! comprei 2 calças, dentre outros, sendo uma jeans preta, do jeito que queria. 


-   Quero aprender a desenhar

-   Aprender a tocar piano 

-   Quero atuar

-   Quero dublar

-   Aprender a escrever melhor

-   Aprender alemão, francês, e inglês.

   Ou talvez eu só queira preencher meu vazio. 

Bilhetes barulhentos

diario de calorias - dieta

                                       dieta: 1 copo 250 ml de leite quente (pequeno almoço) 123 kcal 1 maçã (intervalo de 15 min)   100g:  ...