Eu nunca senti algo tão intenso e verdadeiro.
Se eu de 2 anos atrás conversasse comigo hoje, ele se sentiria confuso, um pouco perdido e deslocado, talvez entenderia o prazer em escrever, mas de desenho?
crianças desenham, mas eu não tinha paixão, eram desenhos de personagens que adorava, e isso foi por pouco tempo, a partir dos 10 já achava sem graça e desde sempre me irritava o sentimento de impotência ao desejar algo mais "complexo", como fazer uma pessoa, um retrato, cadeiras, quadros, utencílios de cozinha, mesas, e nunca conseguir, tive que me limitar a flores, árvores mal feitas, sóis, enfim.
infelizmente ainda sinto isso, mas hoje tento conter minha vontade de rasgar a folha, jogar as tintas pela janela, desligar a luz e chorar enquanto me xingo incansavelmente. O que não é nada fácil, esse é o meu maior dilema na arte, eu sinto que me encontrei, me emociono como nunca antes ao observar pinturas, me interesso na biografia de seu autor, pesquiso técnicas, mas pôr no quadro me deixa deprimida.
eu sinto que não tenho olhar artístico tão apurado, eu sinto que as tintas quem me dominam, e não tenho confiança suficiente para começar um curso, pelo menos não agora, não aqui, e não desse jeito.
por enquanto comprei uma aquarela, ainda tenho muito a aprender mas quero me esforçar, porque vale a pena e me alegra, não apenas fazê-la, apreciar, ler, escrever, é tão vívido que me sinto nascendo novamente.
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